Estamos bem. Sem água nem luz.
Leiria está destruída.
jp
Estamos bem. Sem água nem luz.
Leiria está destruída.
jp

“Entrou e pediu-lhe a moça em namoro, e ele disse-lhe que sim, finda a visita, foi ao quarto dela e disse-lhe, Amanhã acabas com isto.”
jpv

“Depois foi confiando, a esperança foi-se realizando, peça após peça, e às tantas era demasiado tarde para se despedir da vida. Foi quando lhe aconteceu.”
jpv

Depois de votar, gera-se em mim uma vontade de fazer nada, como se faltasse alguém que dissesse, acabou, percebeste.
Mas, desta vez, nem essa voz teria efeito. Com tudo pendurado, como mosquitos por cordas. Então, fomos votar para quê, voltarmos a votar?!
Aqui chegados, temos um encontro simpático e, faz-se lá imaginar, muito pouco previsível. Pelo menos para quem não anda atento.
Agora, resta-nos o embate entre a paz e a tranquilidade e a oposição a isso mesmo, entre o sistema que nos trouxe a democracia e a oposição a isso mesmo, a voz de estado e a oposição a isso mesmo, aquilo que sabemos bem o que nos traz e a oposição a isso mesmo, entre muito sapos e muito mais que isso mesmo. Agora, é decidir sobre a mudança, uma mudança vertiginosa, imprevisível e mais do mesmo. Mas, um mais do mesmo que traz a garantia sem um futuro e uma paz.
Resta saber se os portugueses querem a paz ou se querem uma verdade a cada afirmação, se querem uma roda viva de mudanças em cima de mais mudanças, se querem o seu dia a dia transformado num diz que disse.
Os dias que aí vêm são determinantes e incertos. Tal como o futuro. Meu pai estaria entusiasmado e eufórico, eu, como sempre assumi, estaria assim, incerto, com a sensação de que vitória de ontem foi como o 2-0 que o Benfica deu ao Rio Ave. É uma vitória, mas cheira-me tanto a derrota.
jpv

Já votei.
O boletim de votos ainda me surpreendeu. Eram catorze, os elegíveis e não onze. Pouco trabalho me deu a escolha porque já aqui há umas semanas me havia decidido.
Estas semanas tiveram pelo menos algo que as marcou. Desde sempre, nunca tinha tido acesso a tantos casos, a tanta roupa suja, a uma eleições que fossem tão pouco presidenciais. Escolher dali um homem ou mulher que representasse a nação com um sentido de estado foi muito fácil, mas infelizmente, muito pouco comum.
Agora é continuar a vida como se nada tivesse acontecido.
jpv

Eu vejo
O que não há para ver.
Faltam-me os símbolos.
Os símbolos
Têm um efeito em mim
Como estivesse tudo bem,
Arrumadinho,
Como se andássemos
A fazer o que está certo.
Quando me falta
A bandeira portuguesa
É como se uma parte de mim
Não existisse.
Já a bandeira da União
Que há um ser maior,
Que, se morrêssemos todos,
Haveria alguém a dizer,
Faz-me falta, só para me lembrar
Ali viviam os Portugueses,
Veio um vento e levou-os,
Cozinhavam e divertiam-se.
É como se falassem de mim
Na terceira pessoa.
A portuguesa não.
Estou ali. Aqui viveu o poeta.
Nesta fase, nem uma, nem outra.
Mas hão-de surgir.
Quanto mais não seja
Quando morrer alguém.
Pode ser, então,
Que deixem por lá ficar,
E vamos todos esquecer-nos
Que foi sem querer.
jpv

A ave que foi
E não pousou.
Tinha ido no dia
Anterior, e não pousara
Na mesma.
Ave, grande e escura.
Com o presságio no vôo,
Silenciosa, ave, artista
Em não pousar.
Punha tudo em causa.
Ave triste, que não vê
O próprio vôo.
Ave de morte,
Sobe e mergulha,
Sobe e agarra-se à tua carne,
Sobe e cai à tua frente.
Sobe e
Desaparece.
jpv
Naquele tempo
Escrevia-se à mão.
Naquele tempo
Não havia cartões.
Naquele tempo
Podia-se contar
Com a política.
Naquele tempo
As crianças sabiam
Ser crianças
E, nós, adultos
Também.
Naquele tempo…
jpv








































As férias estão no fim. Férias, sim, eu sou assim, chamo as coisas pelo nome que elas têm. Podem, comentar, nós, aqui, respeitamos a democracia, a velha e ameaçada democracia.

Depois há aquele sentimento de regresso. Uns detestam-no. Outros amam-no. Eu amo-o. Sempre. Tenho aquele sentimento de pertença, de voltar onde sou preciso. Encontrar as pessoas que vivem connosco o dia-a-dia, que saudamos jovialmente… É a nossa outra forma de casa…
Bom 2026!
jpv
À minha mulher, à minha filha, à minha irmã, ao meu filho, à minha nora, aos meus três netos, aos meus tios e tias, aos meus sogros, aos meus alunos, aos meus colegas, aos meus pais cuja distância nunca será motivo de esquecimento, e a todos, mesmo todos, amigos que jamais esquecerei, UM FELIZ 2026.

E aos outros, àqueles que se julgavam de fora, um abraço também. A vida é demasiado curta… Um abraço…
Um feliz ano, com muitos sucessos e muitas realizações para todos.
jpv
"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."
A esperança pra quem busca pequeno e grande detalhe do criador. Shaloom....
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